Em 2050…

Estamos no ano 2050, na metade do século 21. Com surpresa, um grupo de crianças numa escola escuta o seguinte relato. No passado, descreve o professor,os homens usavam extensas porções de terra para plantar florestas. Após sete anos – mas esse prazo poderia ser três ou quatro vezes maior –, a mata nesses locais era derrubada e suas toras, transportadas por centenas de caminhões até grandes usinas. Ali, produzia-se um artigo chamado papel. Disposto em bobinas, esse produto atravessava o mundo em porões de navios. A viagem só terminava em amplos parques gráficos, onde, embebido em toneladas de tinta, era usado para a produção de jornais, revistas e livros. Essas publicações também passeavam bastante. Impressas, embarcavam em aviões, caminhões, peruas, bicicletas ou mesmo em sacolas até a porta da casa dos consumidores. E um detalhe: no caso dos jornais, toda essa imensa engrenagem era movida para a divulgação de notícias do dia anterior. Era como continuar a erguer um palácio, mesmo enquanto o rei era deposto. No dia seguinte, tudo recomeçava.

Leia a íntegra da matéria especial sobre “A Reinvenção da Leitura” na edição de aniversário da Época Negócios, em papel, e trecho da matéria em http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI126270-16380,00-ESCRITO+EM+BITS+TRECHO.html.

iPad

Não sou fã declarado da Apple, muitíssimo pelo contrário.

Sou da turma do Bill Gates, do Windows, do PC, do mouse de dois botões, enfim, daquele negócio que a gente acostumou a chamar de “computador”, e que não tem nada a ver com os brinquedinhos bonitinhos, branquinhos, reluzentes e com poucos botões (qual o problema de ter que escolher entre dois botões?) que o Steve Jobs e sua turma gostam de fabricar.

Não tenho iPod, não tenho iPhone, nunca tive um Mac, e sempre gostei do meu computador pessoal.

É o fim dos tempos. A Apple venceu.

O iPad é um negócio doido demais.

É daqueles gadgets que ultrapassam o mundo dos geeks e atinge em cheio a massa.

É algo realmente revolucionário e que muda o conceito de computação pessoal.

Meu notebook parece velho, meu celular parece velho, até meu Kindle, tão novinho, parece velho.

Steve Jobs, parabéns, você venceu. :)

Um case “Improvável”

Por João Ramirez (joao.ramirez@brancaleone.com.br)

Anderson Bizzocchi, Elidio Sanna e Daniel Nascimento são três moleques engraçados.

Em 2004, fundaram a Cia. Barbixas de Humor, para apresentarem um espetáculo de improvisação para os amigos e conhecidos.

Em 2009, estão em cartaz no Tuca, teatro nobre de São Paulo, no espetáculo “Improvável”, com todos os ingressos esgotados, com meses de antecedência, são as estrelas do Quinta Categoria, programa mais visto da MTV, fazem turnê de espetáculos pelo Brasil, lotando teatros de Norte a Sul, sempre com apresentações extras em cada cidade e…

Algo que justifica este post e a principal razão do sucesso dos Barbixas: possuem mais de 4 milhões de “telespectadores” mensais no YouTube.

Os Barbixas construiram um dos principais cases do modelo “Freemium” brasileiro.

No YouTube, a versão “free”: todos os vídeos estão abertos para o público.

São mais de 85 vídeos, com atualização semanal, gravados com captação profissionais e uma estrutura rara de ser encontrada em produções fora da TV.

No teatro, faturam com a bilheteria, com ingressos sempre esgotados, em qualquer cidade do país, e diferente da maioria das peças, não fazem mídia tradicional em revistas, jornais ou rádios, apenas divulgam no website do Improvável sobre as próximas cidades onde farão espetáculo.

A TV foi uma consequência da repercussão do trabalho no teatro e no YouTube, começou no Quinta Categoria, da MTV, mas não será nenhuma surpresa se aparecerem, em breve, com um programa próprio.

Para entender o case da turma, vale visitar o canal de vídeos no YouTube, em http://www.youtube.com/user/videosimprovaveis, o site do Improvável, em http://www.improvavel.com.br e o site do Quinta Categoria, em http://mtv.uol.com.br/quintacategoria/videos.

Terra lança agregador de redes sociais

Por João Ramirez (joao.ramirez@brancaleone.com.br)

O Terra lançou nesta semana o T-Box, seu agregador de redes sociais. Basicamente, funciona como uma porta de entrada para os serviços mais populares da Web, como Facebook, Twitter, Orkut, MySpace e Gmail.

Isoladamente, não é uma novidade. Serviço similar é oferecido pelo Power (www.power.com) e pelo FriendFeed (www.friendfeed.com). Considerando os desafios de usabilidade, escalabilidade e performance deste tipo de serviço, a iniciativa pode “flopar” rapidamente, caso o produto não seja parrudo o suficiente para aguentar o fluxo de usuários.

Porém, e talvez aí apareça a grande sacada do Terra, o produto “brotou” na home do portal através de uma barra enorme, com a letra T e uma chamada para “clique e conheça”. E a página de explicação não é ruim, pelo contrário, direta, intuitiva e bem explicadinha, pode convencer o usuário médio a utilizar o produto e torná-lo padrão para acesso em suas atividades sociais.

Não existe nenhuma garantia que “abraçar” a Web deste jeito garante mais tráfego ou rentabilidade para um portal como o Terra, mas é uma iniciativa que precisa, no mínimo, ser acompanhada de perto pelo mercado.

Parceiro financeiro, estratégico ou tudo em um?

Por João Ramirez (joao.ramirez@brancaleone.com.br)

Chega uma hora para o empreendedor onde é necessário conseguir mais dinheiro para o seu negócio.

Neste momento, surgem várias dúvidas: O que é melhor? Mais dinheiro? Um parceiro estratégico que abra novos mercados? As duas coisas?

Caso você tenha um modelo de negócio vencedor, ainda não tenha atingido o ápice do mercado, e não veja com clareza seu produto em diferentes plataformas de distribuição, talvez o dinheiro resolva. Com mais dinheiro, você acelera a curva de crescimento do modelo atual, cresce a operação, e atinge um novo patamar de faturamento.

Se você acredita que seu produto pode atingir diferentes públicos e mercados, e o modelo de negócio ainda não teve tempo de se provar, é o caso de procurar um parceiro estratégico, alguém que complemente sua estratégia de negócios e possa acelerar a conquista de novos públicos e o lançamento de outros produtos agregados ao seu negócio.

Qual o melhor dos mundos?

Um parceiro estratégico e financeiro, que agregue novas oportunidades para o negócio e aporte capital na operação, construindo junto com o empreendedor uma empresa sólida e de longo prazo.

Como achar este parceiro?

Procure na sua área de atuação empresas que complementem sua estratégia comercial ou que falem com o mesmo público que seu produto. Marque uma reunião, busque sinergias e vá em frente.

Se os modelos de negócio forem realmente complementares, e a filosofia das empresas similar, é negócio certo pela frente!

Volkswagen abraça a Web (sem querer)

Viral bacana é aquele que acontece sozinho, sem que ninguém fique “forçando a barra” pra virar mania.

Gastar uma fortuna pra fazer um vídeo com cara de amador e depois gastar outra fortuna pra divulgar este vídeo em outras mídias, não é viral.

E quando uma garota lá do Piauí resolve gravar uma versão de um sucesso internacional, produzir um vídeoclipe com as amigas, colocar o modelo de um carro na letra da música e disponibilizar o vídeo no YouTube? Bom, aí temos a Stefhany:

O “novo sucesso” da Stefhany chama-se “Eu Sou Stefhany (No Meu Cross Fox)”. Sim, o carro da Vokswagen está no título da música, e dentro da letra.

No YouTube, o vídeoclipe de Stefhany rendeu mais de 1 milhão de exibições, a cantora foi convidada do programa do Gugu, em plena tarde de domingo, e ouviu sua música ser cantada em coro pelo auditório, que sabia cada verso (inclusive o modelo do carro), Preta Gil convidou Stefhany para uma participação especial em seu show em São Paulo e até Claudia Leitte já cantou a música em cima de um trio elétrico durante uma micareta.

Segundo o Google Trends (http://www.google.com.br/trends?q=crossfox&ctab=0&geo=br&geor=all&date=ytd&sort=0), a música da Stefhany dobrou a popularidade do modelo Cross Fox e ainda bateu recordes de procura no Ceará, Goiás e no Pará.

Neste sábado, durante o programa Caldeirão do Huck, na maior emissora do país, e com a liderança de audiência, a Volkswagen subiu ao palco do programa e presentou a cantora com um Cross Fox amarelo.

O carro custa aproximadamente R$ 47.000,00.

A mídia gerada pela Stefhany, não tem preço.

Grupo Sílvio Santos compra rede Dudony

O Homem do Baú continua jogando aviõezinhos de dinheiro.

Pelo valor de R$ 25.6 milhões, o Grupo Silvio Santos acaba de adquirir a rede paranaense Dudony, que possui 110 lojas no Estado e no interior de São Paulo.

A meta do Grupo é chegar ao ano de 2013 com um total de 224 lojas de varejo em 170 cidades brasileiras.

Não é possível prever o apetite do Grupo, que adquiriu a BrasPag recentemente e fez ofertas pelo Ponto Frio.

Ibope agora mede também local de trabalho

Por João Ramirez (joao.ramirez@brancaleone.com.br)

Saiu no PayTV (www.paytv.com.br), os resultados da medição do Ibope Nielsen Online relativos ao mês de maio. Pela primeira vez, os resultados incluem a navegação das pessoas no local de trabalho.

Desde o início dos tempos (2001), o Ibope mede somente residências, perdendo aproximadamente 2/3 de toda a navegação na Web do país (2/3 dos sites são visitados no trabalho e em computadores públicos, como lan-houses e faculdades).

Segundo a nova medição, agora são 44,5 milhões de pessoas com acesso à internet em casa ou no trabalho.

O instituto divulgou ainda uma projeção do número de pessoas com acesso à Internet em qualquer ambiente (residências, trabalho, escolas, lan-houses, bibliotecas e telecentros): 62,3 milhões de pessoas.

A amostragem também cresceu, pulou de 6 mil computadores para 14 mil.

É uma boa notícia para o mercado online, que conta agora com uma amostragem um pouco mais realista sobre a audiência dos websites do Brasil.

Ainda assim, falta incluir as lan-houses e telecentros, principal ponto de entrada da classe mais baixa na Web, para termos certeza que aquilo que é visto pela “turma de cima”, é o mesmo que a “turma de baixo” também quer ver. :)

Mundo virtual para meninas

Por João Ramirez (joao.ramirez@brancaleone.com.br)

Mais um mundo virtual está chegando ao Brasil.

O Hello Kitty Online, da Sanrio, foi licenciado pela Gamemaxx (http://www.gamemaxx.com.br/) na E3 e será lançado em breve no país.

Além da Hello Kitty, a Gamemaxx é responsável pelo licenciamento para o país de Cabal Online e Prosoccer, e disputa o mercado de publicação de games com LevelUp (www.levelup.com.br) e OnGame (http://www.ongame.com.br).

Será que o mundo “cute-cute” da Hello Kitty está preparado para enfrentar a força do Migux (www.migux.com), que conta com quase 1.5 milhão de usuários cadastrados no Brasil e Club Penguin (www.clubpenguin.com), da Disney? :)

Craiglist deve faturar US$ 100 mi em 2009

Saiu no BlueBus (www.bluebus.com.br), notinha sobre o sucesso do CraigList.

Enquanto os classificados de jornal de papel vão desaparecendo no limbo, perdendo mais de 30% do faturamento por ano, o site teve alta de 23% nas receitas em 2009. 

O estudo é da consultoria Aim Group, que diz que a receita do Craiglist têm crescido constantemente, nos EUA.

Quem será o Craiglist brasileiro? Será que vai nascer um “pure play” de Internet, como o próprio Craiglist?