Fiiiiiii buuuuuum!

Hiperlocal

Junho 7, 2009 · Deixe um comentário

Por João Ramirez (joao.ramirez@brancaleone.com.br)

O slogan da RedeTV+ (www.redetvmais.com.br), emissora regional, com atuação em cidades do ABC e do interior de São Paulo, é “quero saber da esquina, não da China”.

No caso da TV, isto significa cobrir as festas da sociedade local, dar as notícias da região e veicular anúncios do varejo local, como a padaria do bairro, a loja de roupas e a nova concessionária de carros.

Na Web, o conceito chama-se “Hiperlocal”, e a idéia é falar da cidade, do bairro, da rua, e ir fechando cada vez mais o foco, até chegar em uma localização geográfica específica e detalhar tudo que acontece ali.

É mais ou menos como as páginas amarelas, porém, com recursos da Web, como a geolocalização, que permite ver o endereço dentro de um mapa.

Post de hoje do blog do Tiago Dória (http://www.tiagodoria.ig.com.br/2009/06/03/uma-cidade-mapeada-pelos-proprios-cidadaos), fala sobre o Citix (http://citix.terra.com.br), projeto do C.E.S.A.R., centro de estudos do Recife, que pretende ser uma espécie de agregador de fatos, locais e endereços, no modelo 2.0, com postagens pelos próprios usuários.

O projeto foi lançado em março, mas no momento deste post (domingo, 07/06/2009), três meses depois, existem apenas 596 relatos feitos por usuários e 634 usuários cadastrados. Parece pouco.

A maior iniciativa hiperlocal do Brasil está nas mãos de um gigante gringo. O Google, que através do Google Maps (http://www.maps.google.com.br) está agregando informações de diferentes fontes e formando uma verdadeira teia de conteúdo hiperlocal.

Para se ter uma idéia, procure por “Terminal de Ônibus” na busca do Google Maps. Serão encontrados 5.704 resultados. Para “escolas”, a busca encontra incríveis 99.266 resultados!

O segredo está nos “fornecedores” de informações, empresas como a TeleListas e órgãos públicos como Emplasa e o EMURB, do Governo de São Paulo, que liberaram seus registros para serem buscados pelo Google.

É uma pena que a navegação seja feita apenas pela caixa de buscas e o site não permita ir “viajando” pelos endereços, para saber que tipo de coisas existem pertos dali. Outra coisa que sinto falta é de achar notícias relacionadas com aquele endereço, como um bar que fechou ou um assalto em um banco.

Me parece que pra ser realmente “matador”, um hiperlocal deveria reunir 3 elementos: Geolocalização e bons fornecedores (como o Google Maps), inclusões 2.0, feitas pelos próprios usuários (como no Citix) e uma integração geolocalizada com fornecedores de notícias (como Globo.com, UOL, etc).

E já que é um exercício de futurologia, que tal tudo isso dentro de um mundo imersivo?

Este mundo poderia reproduzir cada endereço e sua história, permitir uma visita guiada, voltar no tempo e descobrir, finalmente,  se embaixo do seu prédio tinha mesmo um cemitério Inca como seus amigos sempre falaram. :)

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